Imprensa



Era uma vez uma Fazenda chamada Confusão

    Com o carro parado no acostamento da estrada que liga Rio Verde a Acreúnas, no rico Sudoeste Goiano, Randal, experiente veterinário e, naquele momento, meu tutor em sanidade, confirmava pelo celular a entrada correta para a Fazenda Confusão. Enquanto isso eu observava atencioso um dos alojamentos de sem terras, dos quais considero alguns deles como verdadeiras favelas rurais, habitadas por pobres coitados esperançosos com o sofisma do governo em conseguir assentá-los dignamente.

    Nossa visita não teria como razão apenas manter a chama de amizade com o pecuarista Silvio, franzino de conformação, mas gigante no caráter e profissional nos detalhes. Quem convive com ele, por alguns momentos que seja, se convence que uma fazenda de pecuária de 800 ha bem administrada pode e deve manter dignamente aqueles que dela tiram o sustento.

    Demonstrando todo minimalismo que nos deixa às vezes invejoso, no bom sentido, Silvio nos recebeu de braços abertos vestindo, simplesmente, uma bermuda e foi com os pés no chão que andamos pelo corredor do confinamento com capacidade de mais de 800 animais. Lá, nos explicou seu projeto de produzir carne de qualidade, usando sêmen de Angus e seus touros Brangus no repasse das suas vacas Nelore. O projeto consiste em produzir bezerros cruzados desmamados acima de 240 kg usando as 2.400 vacas Nelore ou cruzas Brangus que possui. Vimos os primeiros animais que serão levados ao abate com 13 meses, pesando acima de 15@, os quais serão vendidos diretamente a uma rede de supermercados da região com marca própria. Silvio nos descreve que o preço conseguido quando vende seu boi diretamente à rede de supermercados não tem diferença significativa do frigorífico em termos de valor da arroba. A diferença básica reside no fato de receber pela arroba das fêmeas cruzadas o mesmo valor da arroba de macho e sobretudo por poder dialogar diretamente com aquele que lhe comprou o gado e assinará o cheque no final do mês.

"O preço conseguido com o macho quando vende à rede de supermercado não tem tanta diferença do recebido do frigorífico. A diferença reside no fato de receber pela venda da arroba das fêmeas cruzadas o mesmo valor da arroba de macho"



    Enquanto o alto comando da Brasil Foods, empresa a qual a sede encontrase também em Rio Verde, oferecia um jantar no luxuoso Hotel Renaissance à comitiva do Ministro da Agricultura da Índia a fim de discutir a viabilização da entrada dos produtos avícolas no país com a 2ª maior população mundial, aguardávamos Silvio para jantar e discutir uma possível aliança de pecuaristas locais, na qual fomentaríamos a IATF( Inseminação Artificial por Tempo Fixo), já oferecendo garantia de compra de seus bezerros com preços acima do mercado.

    Não é através de prebendas que a Fazenda da Confusão fatura algumas vezes mais que outras de mesmo tamanho. O segredo encontra-se em manter um projeto eclético, produzindo carne bovina com o mesmo profissionalismo que desenvolve uma piscicultura e suinocultura do mais alto nível, vendendo ainda em torno de 1 milhão de cocos verdes por ano, bem como plantando e comercializando silagem de milho de altíssima qualidade a projetos especiais.

    Objetivos bem definidos e trabalho duro são a receita de sucesso da Fazenda Confusão. Isso tudo azeitado com muito espírito critico e capacidade de ouvir, filtrando, então, as melhores informações a seu favor.

    Falando em capacidade de ouvir, quero aqui deixar meu real apreço pelo sr. Hugo Hoffmann, que naquela tarde da Expolondrina, dentro do estande da CRV Lagoa, juntamente com Eduardo Hoffmann, me deu o primeiro empurrão para que pudesse concretizar meu objetivo de contar as andanças por meio deste espaço. Seu espírito empreendedor era impressionante. Nas poucas vezes que estivemos juntos, fazia questão de questionar- me sobre qual sugestão teria para que a Revista AG se difundisse com maior rapidez pelo Brasil. Hoje, me considero parte da família e digo que quando o via sabia que vinha mais uma das suas perguntas.Vamos adiante colaborando com a família AG.

Alexandre Zadra - Zootecnista
alexandre.zadra@sp.intervet.com

5 RAZÕES PARA COMER CARNE BOVINA

Alimento poderoso

A carne bovina é um alimento recheado de nutrientes, incluindo zinco, ferro e proteínas de alto valor biológico.

É reconhecida como alimento funcional pela Associação Dietética Americana e pela SABF (Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais). A carne bovina por ter este perfil promove benefícios á saúde, além da sua nutrição básica.

Fonte de CLA e do bom Colesterol

A carne bovina àcido linoléico conjugado (CLA – Conjugated Linoleic Acid), um tipo ácido graxo(gordura)saudável que facilita a perde de peso e reduz o risco de doenças cardíacas, assim como certos tipos de câncer. Na realidade, dois terços das gorduras são do tipo que não elevam os níveis totais de colesterol sanguíneo.

Gado criado a pasto

A carne bovina proveniente de criações de bois alimentados com pastagens é mais rica  em betacaroteno (provitamina A)e alfa-tocoferol(vitamina E).A vitamina A reforça o sistema imunológico,mantendo as peles e as membranas mucosas sadias e dando e dando suporte a produção e função dos leucócitos,responsáveis por combater microorganismos causados por doenças.A vitamina E é um processo antioxidante(radicais livres, responsável pelo envelhecimento celular de órgãos),otimiza o sistema imunológico e  ajuda a reduzir o risco de câncer e doenças cardíacas

Rica em Ômega 3 e Ômega 6

A carne bovina é rica em Ômega 3 e Ômega 6.Este tipos de ácidos graxos(gordura)auxiliam na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol total.Ela é considerada também um alimento cardioprotetor.È importante para a saúde cerebral e pode ajudar no combate a depressão e na doença de Alzheimer. O mais importante é que o gado criado a pasto tem melhor proporção de ácidos graxos Ômega 6 em relação ao ômega 3
A carne de animais criados a pasto tem duas a quatro vezes mais ácidos graxos ômega 3. Ômega 3 são as chamadas”boas gorduras”porque exercem papel vital em cada célula e no sistema do organismo. As pessoas com amplas quantidades do nutriente na dieta são menos propensas a terem pressão alta ou batimentos cardíacos irregulares, com 50% de menos chance em sofrerem de ataque cardíaco. Ômega 3 é essencial para o cérebrotambém prevenindo contra depressão, esquizofrenia ,desordem de atenção (hiperatividade) e doença de Alzheimer.

Naturalmente Saudável e Gostosa

A CARNE BOVINA pode ser preparada de diversas maneiras e faz parte de inúmeras receitas. Com seu sabor marcante e suculência ela faz parte do dia a dia dos brasileiros. È consagrada como um alimento completo e é naturalmente saudável, uma vez que a carne do gado produzido a pasto possui menor valor calórico – cerca de 1/3 a menos por porção.

È muito fácil consumir carne bovina diariamente. Crianças adoram e é a receita fácil para ter uma alimentação balanceada e saudável, riquíssima em nutrientes que farão bem a saúde da sua família!


*Nutricionista e membro do comitê
técnico do SIC
**Medica veterinária e gerente de public

Affairs da Elanco


Valorização porteira adentro e afora

Angus proporciona no cruzamento industrial animais econômicos,com melhores índices reprodutivos e qualidade de carne e carcaça.

Ao se falar de cruzamento industrial com a raça Aberdeen Angus,especialmente em fêmeas zebuínas, é impossível não se surpreender com a serie de vantagens proporcionadas por esta raça, já reconhecida como sinônimo de qualidade,enquanto raça pura. Nesta reportagem, chamou a atenção o fato de os agentes envolvidos direta ou in diretamente na cadeia produtiva,entrevistados mostrarem-se unanimes ao citar o saldo positivo gerado pela raça. O consultor de projetos de pecuária intensiva e produção de carne de qualidade de Roberto Barcellos é categórico ao afirmar que a Angus é a única raça que dá benefícios maiores e duplamente – dentro e fora da porteira -,ao ser utilizada no cruzamento industrial.”tem raças que são mais rústicas, possuem maior habilidade materna, produzem mais leite, ganham peso com mais velocidade, tem maior rendimento de carcaça,mas,isso quando observadas em características individualizadas. Agora, quando penso no equilíbrio de características, a Angus se sobressai, pois tem custo/beneficio maior”,considera.

Barcellos explica que enquanto o cruzamento industrial com raças continentais animais com frames maiores e, portanto , com grande exigência nutricional, quando realizado com raças britânicas, e sendo Angus tanto as características  quanto os benefícios produtivos são acentuados.”È uma raça de porte médio, econômica e que leva a economia ao processo.”O consultor sugere ainda observar a sazonalidade de produção de pastagens,comum ao Brasil central,como um dos itens fundamentais na escolha da raça a ser usada no cruzamento. “Qualquer animal com uma frame maior terá um custo/beneficio menor do que aquele que tiver frame menor”,ressaltou, evidenciando para a necessidade do pecuarista atentar a produção de um animal de tamanho equilibrado e que possibilite  melhor adequação ao período de escassez e pastagens, típico em regiões como o Centro-Oeste,e com isso,estará considerando a oferta de alimento disponível.Condições estas,possíveis por meio de cruzamento industrial com a Angus,ressaltou.

O investimento e os resultados do cruzamento industrial com a raça, no entanto,já são vistos em diferentes regiões do Brasil. O professor de nutrição e produção de ruminantes da Universidade Estadual Paulista(UNESP),Mário de Beni Arrigoni, assegura que hoje existem confinamentos de animais jovens,inteiros ou castrados,para atender este mercado de carne diferenciada e de exigentes paladares , distribuídos em todos os estados do Centro-Oeste “temos projetos de média e grande escala distribuídos por praticamente em todas as áreas de Mato Grosso desde o município de Barra do Garças até São Felix do Araguaia, bem como em Mato Grosso do Sul e Goiás ,e os resultados apontam que para o sistema de terminação intensiva,que é o confinamento, o sangue Angus x Nelore é excelente,pois carrega características desejáveis como rusticidade,ganho de peso, excelente terminação e qualidade de carne”,informou. No Paraná, o professor de curso de Medicina Veterinária do Unicentro, Mikael Neumann,aponta êxito em dois quesitos fundamentais, priorizados pelo criador na utilização de Angus no cruzamento industrial: grau de acabamento de carcaça no frigorifico.segundo o especialista, as fêmeas F1 Angus alcançam mais peso ao desmame e, consequentemente obtêm redução na idade do primeiro acasalamento. “O primeiro acasalamento vai ocorrer entre os 12 e 16 meses ,pois os animais oriundos  do cruzamento com a Angus têm antecipados entre seis a oito meses essa inicialização e,sob as mesmas condições de clima, manejo e alimentação dada a todos animais”,comparou.Outra característica refere-se ao filhos das fêmeas F1:”verifica se padrão excelente  de características de carcaça e crescimento desses animais .”Neumann também reforça que o cruzamento ideal é adequado a diferentes sistemas de produção. Tanto na forma intensiva quanto a pasto.

“Em ambas as situações o cruzamento industrial promove benefícios, pois gera melhorias de adaptação climáticas e de manejo dos animais.”

O zootecnista Tito Mondadori ,técnico da associação brasileira de Angus (ABA)no centro do país observa o aditivo de características positivas da raças quando usadas no cruzamento industrial”Ao se acasalar um animal Angus com um zebuíno obtém-se maior heterose que se pode conseguir, uma vez que estamos cruzando animais de espécies diferentes (Bos Taurus x BosIndicus), o que garante incremento de até 25% em características como ganho de peso e velocidade de crescimento  “snalizou.Mondadori destacou ainda a antecipação da idade de abate entre as principais vantagens do cruzamento.

“È uma das ferramentas mais viáveis para isso,por isso permite eliminar a fase da recria,para até 24 meses contra os tradicionais 36 meses ou mais, o que significa maior responsabilidade e giro de capital na propriedade.”segundo o zootecnista, enquanto zebu é desmamado com 200kg. O meio sangue Angus apresenta no mesmo período, 240 a 260kg sob condições iguais de uso de tecnologias.

De acordo com o medico veterinário Fábio Medeiros, subgerente da ABA no programa Carne Angus certificada,pesquisas apontam para uma carne mais firme produzida a partir de animais da raça na Nelore, a um menor grau de memorização e menor suculência.

“Assim, buscando-se aliar a rusticidade e adaptabilidade do nelore as vantagens da raça Angus se preconizou a utilização do cruzamento industrial(Angus x Nelore) no Brasil Central e Norte do país,apontou Medeiros.

GENÉTICA

O professor de nutrição e produção de ruminantes da Unesp recomenda aos produtores buscarem adquirir sêmem de touros Angus com origem controlada, principalmente na utilização do cruzamento industrial no Centro-Oeste. È preciso identificar touros que apresentem DEPs.(Diferenças esperadas na Progênie)positivas para taxas de crescimento para poder atender o mercado.”Com isso,continua,serão produzidos animais que terão peso e acabamento de gordura desejados,respectivamente,de 17 arrobas (470 a 480 quilos)aos 20 meses e espessura de gordura superior a 4 milímetros.

Arrigoni apontou que sejam consideradas DEPs para maior peso ao desmame,ganho de peso no pôs-desmame área de olho de lombo (AOL)grade(superior a 70 centimetros quadrados ao abate)”E também priorizem DEP marmoreio, observando animais que transmitam essa característica”,reforçou. Segundo Arrigoni, o produtor precisa investir em genética para estar preparado para atender esta demanda crescente.”Alianças de comercialização de carne procuram essa carne mestiça com cruza Angus para atender este mercado que não é mais apenas um nicho como era antes”,analisou.

Os números de vendas de dose de sêmen Angus Brasil comprovam essa afirmação. O último relatório da associação brasileira inseminação artificial (Asbia) mostra crescimento de 38,68% na comercialização de sêmen Angus, em 2009contra os 18,35% de incremento verificados no mercado nacional de corte. Entre as européias ,o relatório aponta liderança isolada de Angus,quando comercializou 1,452 milhão de doses de sêmen no ano passado. Desse total,1,261milhão de doses de sêmen correspondem a compras feitas no Brasil central. Nas regiões Centro-Oestes, Norte e em estados como São Paulo. O presidente da ABA, Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção de Melo, credita esses números a qualidade de raça, que a torna preferência nacional quando o assunto é gado de corte europeu e cruzamento industrial. “Também destacamos trabalho desempenhado pela associação por meio do corpo técnico,Conselho Técnico e demais setores que atuam na divulgação dos benefícios da raça quando o assunto é genética e carne de qualidade .”Mello ainda justifica o resultado a atuação de programas da Associação, como programa carne Angus certificada e os frigoríficos parceiros Marfrig/RS, frigorifico Silva e Angus da Gruta ,no Rio Grande do Sul,e Marfrig/SP e VPJ Beef (VPJ Pecuária),no centro do País.

PORTEIRA AFORA

Se antes os produtores enfrentavam problemas sanitários decorrentes do mal uso do cruzamento, hoje eles estão cada vez mais atentos a informações técnicas e de gestão empresarial,como defende Roberto Barcellos, que acompanhou a profissionalização por qual passou o pecuarista desde a década de 90. Atualmente as industrias atuam promovendo o cruzamento profissional com bonificações. “ com a demanda de mercado importante. Há programas de frigoríficos que pagam mais por animais com cruza Angus”,frisou Barcellos. Prevendo essa expansão, o Grupo Marfrig dissemina desde 2007 o seu programa Marfrig fomento pecuário, que envolve a integração dos pecuaristas que buscam animais precoces e produtivos, com uso da genética Angus. Para aumentar e regularizar a oferta de animais cruza Angus são financiados programas de inseminação artificial onde o produtor recebe material genético e em troca apresenta o terneiro em idade para entrar em confinamento.A pecuarista Dilce Flumian Braga, que atua como cria em duas fazendas localizadas em Alto Taquari, em Mato Grosso é uma delas.

Com 15 anos de experiência em inseminação artificial com “todas as raças”,como salienta, optou pela Angus ao constatar precocidade das fêmeas para entrar na estação de monta.

“As fêmeas Angus são usadas como matrizes aos 16 mese, pois com animais de outras raças não se consegue isso”,afirmou como resultados do meio sangue Angus em vacas Nelore tem obtidos valores de R$3,78/kg/vivo(kg/VV) para terneiros de 230kg,conforme  valor Ceapa/Cuiabá. “ Na média ,meus animais chegam com 270 a 280kg”,pronunciou, ressaltando para a adaptação natural dos meio sangue Angus ás temperaturas elevadas da região e a boa resposta que obtém ao irem, com dois meses,ao creep-feeding
Barcellos observa, entretanto, que a pecuária de corte tem ainda algumas barreiras a serem desbravadas no Brasil central.Entre elas ilustra,ilustra a monta natural. “ A monta natural é ainda um desafio, principalmente no Centro-Oeste por que o animal puro, La não tem capacidade de trabalho em  áreas extensivas. O caminho é o uso da inseminação artificial com Angus em vacas Nelore”,projetou o professor Mario Arriogoni, da Unesp, não vê limitação a quem iniciar um projeto de cruzamento industrial no Centro-Oeste por inseminação artificial em texto fixo(IATF). “ Não temos nenhuma restrição em recomendar os animais Angus na vacada branca ou Nelore”,pontuou.

Dilce Flumian Braga, que além da cria também atua com engorda nas fazendas São João da Furna e Alvorada,em Mato Grosso, obtém taxas de prenhez de 85 a 89 %somente via IATF.


MERCADO PROMISSOR

Dentre todas essas vantagens encontradas no cruzamento industrial entre Angus e raças zebuínas, a busca da ABA  é de atuar,cada vez mais, no fomento dos  de seus programas como o programa Carne Angus certificada, criado em 2003 como uma aliança estratégica que envolve o produtor, associação de criadores, industria varejo e serviço.

Segundo o  subgerente da entidade do Programa Carne Angus certificada, o criador que participa conta com a valorização em todas as etapas do processo produtivo . “ No abate,as carcaças são inspecionadas e classificadas por técnicos da associação e dependendo das características rastreabilidade,peso,idade e grau de acabamento alcançam bonificações que variam de 3 a 16%,informou Medeiros,ressaltando neste ponto, que para obter essas bonificações não nenhum custo ao produtor.

O criador que comercializa terneiros também tem sua produção valorizada pelo terneiro também tem sua produção valorizada pelo programa Terneiro Angus certificado,que seleciona animais com as características raciais demandada pelo programa Carne Angus Certificada através de vendas em feiras comerciais. O criador interessado em atuar nesse mercado, segundo executivo , deve produzir animais com o mínimo de 50% de sangue Angus no cruzamento de marcas européias e 5/8 de sangue Angus no cruzamento com raças zebuínas, na região Sul.No  Centro-Oeste e Sudeste são aceitos animais de cruzamento industrial(meio sangue Angus/Zebu),porém, até a idade limite de dois dentes.

Se a influencia da raça Aberdeen Angus tem crescido sobre maneira no Brasil - números de abates controlados pela ABA indicam que aproximadamente 25% de todos os animais abatidos no Rio Grande do Sul sejam Angus ou cruza Angus -,as industrias parceiras do programa de carnes da associação convivem com a escalada crescente de demanda pelo produto. No frigorífico Silva,há espaço para aumentar em  até 60% o numero de abates mensais.

O responsável pela compra de gado da industria. Diogo Carvalho Soccal, informa que há capacidade para o numero de abates/mês pular de 1 mil para 1,6mil animais. No centro do país, a VPJ pecuária, que opera no ramo de grifes de carnes nobres tem demanda maior que a oferta  nas principais capitais do país em que atua(em redes de supermercado e restaurantes).A informação é do gerente geral da VPJ Beef, Antonio Augusto Rodrigues Miranda.

No Marfrig, a mesma situação. O gerente de pecuária do Marfrig,Leonel Almeida, explica que o incentivo, via programa Marfrig Fomento pecuário, é justamente para regularizar a ofertada entrega desses animais “È um campo amplo a ser trabalhado. Precisamos atuar na promoção da raça e sua genética, nutrição e manejo,pois, há um potencial de crescimento muito grande “,afirma.

CONSUMIDORES CARNE ANGUS

O diretos comercial do frigorífico Silva , reitera que o corte Angus certificados atraem ,contudo,cliente com atuação no ramo de butiques de carnes nobres e restaurantes de classe A.”Há um valor agregado e o produto é diferenciado. Tanto o revendedor quanto o consumidor final estão aptos  a pagar mais por esta carne”,assegurou Silva que também apresenta a carne Angus certificada nas gondolas das lojas da rede Zaffari – Bourbon, a exemplo outro parceiro de ABA , o Marfrig/RS. A gaucha radicada em Santa Catarina , Elisabeth Schreiner , é uma das clientes do Frigorífico Silva. Há sete anos com uma loja de carnes nobres em Florianópolis,Elisabeth revela o perfil da clientela.

“È um publico de 25 a 35 anos, casado de alto poder aquisitivo, e que hoje já entende de qualidade de carne e fica fiel depois que consome a carne Angus certificada”,expõe a empresaria, Médica veterinária de formação,  Elisabeth conta que por ter trabalhado  com grandes animais,e com a raça Aberdeen Angus em confinamento no Rio Grande do Sul, viu na necessidade de mostrar a raça intriseca á carne uma oportunidade de um grande negocio”Nos confinamentos a raça européia se destacavam. Ao abrir a loja quis avaliar a venda da carne a técnica e ao pôs venda, que é o preparo do churrasco”.comentou.O negocio tem deslanchado tanto que depois da loja de carnes abriu um restaurante que,atualmente,conta com cortes de carnes grelhadas.

Essa busca do consumidor levou  a rede Zaffari – Bourbon o numero de loja com fornecimentos de carne Angus.conforme Fábio Medeiros, neste primeiro semestre de 2010 o programa de carnes ABA teve um   substancial incremento em sua rede de distribuição atingindo a todas loja da rede Zaffari do Brasil,além de grande numero de pontos de vendas como butiques .”hoje, temos no mercado as marcas Zaffari Angus, Mercobeef Angus,Palatare Angus, Beest Beef Angus,VPJ Prime Angus                    e Angus da Gruta”,citou.

MELHORAMENTO

Nessa linha de fomento a qual passa a Angus, a ABA apóia a realização de provas de desempenho  e de avaliação como, por exemplo, a do centro do           Performance (CP) CRV Lagoa no confinamento Savegnago,  em São Paulo. Trinta tourinhos Angus de nove produtores do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais estão inscritos nesta edição, que tem o intuito de selecionar animais Angus adaptados ao Brasil Central. No Rio Grande do Sul,  Prova de avaliação a campo de Reprodutores Angus entre ABA e Embrapa Pecuária Sul (Bagé/RS),que está ocorrendo, busca avaliar reprodutores em regime alimentar exclusivamente a pasto. Ainda neste segundo semestre, entre a programação voltada ao melhoramento genético estão acontecendo a abates técnicos como o 1° Campeonato de Carcaças Angus – Frigorífico – Silva, que objetiva verificar a Constancia de qualidade de carne Angus certificada apresentada e está prevista a nova religioso           edição do concurso de carcaças Angus, realizado em parceria com o Marfrig/RS que é aberto aos interessados em conhecer como produzir carcaça de qualidade e o processo de certificado de carne Angus . O teste de progênie Angus 2010 também terá sua largada no período.

O conselho técnico(CT)da ABA também realiza  pesquisas para implementar  a adesão de  criadores aos marcadores moleculares. Conforme a presidente do  CT, Suzana Macedo Salvador, os marcadores moleculares são uma realidade e uma ferramenta de seleção muito útil:Estamos estudando a melhor forma de aplicar esta tecnologia que veio para ficar e contribui para o melhoramento animal, principalmente quando associadas a características que dispomos nas DEPs que não temos como avaliar no animal in vivo, como exemplo a maciez da carne ,apontou. “A ABA para oferecer informações e acesso a esta tecnologia aos associados ainda em 2010”,assegura Susana.No primeiros semestre deste ano, as associações brasileira e argentina  da raça firmaram convenio técnico para aplicar a avaliação de carcaças por ultrassom.

O convenio busca utilizar a experiência da argentina no uso desta tecnologia e padronizar as avaliações realizadas no Brasil ao protocolo internacional, além de incorporar análises para características marmoreiro relacionadas a qualidade da carne.

.Conforme Suzana, dentre os objetivos da parceria, está a padronização da avaliação de carcaças realizadas no Brasil utilizando metodologia adotada pelas demais associações de Angus no mundo. “Estamos buscando  ampliar o numero de animais avaliados para oferecer ao mercado um maior numero de reprodutores com dados de carcaça e qualidade de carne. Com isso, também atendemos a necessidade da cadeia produtiva como um todo”,ressalta.

MARKETING

De acordo com a gerente administrativa da ABA, Juliana Brunelli,  a associação está cada vez mais atenta a esse crescimento vertiginoso que a raça tem conquistado nos últimos anos,  e com isso,está sempre  implementado novas ações. “ Estas partem do principio aperfeiçoamento da equipe e dos técnicos da Angus, que prestam m suporte eficiente aos criadores e interessados na  raça em todo o Brasil. Através  formação de parcerias com empresas importantes do setor agropecuário também fomentados estabelecendo contato  direto com associações e criadores em outros países, procurando sempre acompanhar desenvolvimento da raça ,no mundo.”

Hoje,a ABA conta com um corpo técnico formado por 15 profissionais 20 núcleo de criadores no Rio Grande do Sul,Santa Catarina, Paraná  e São Paulo e um quadro de 500 associados. Além disso, desenvolve seus julgamentos de animais a campo e de argola, em exposições ranqueadas no  país, como Avaré (SP),Londrina(PR),Uruguaiana(RS),feicorte (SP) e esteio (RS),  e conta com uma exposição nacional exclusiva  de animais a  campo, itinerante(esta ano ocorrerá em outubro em Pelotas/RS).   A ABA atua,ainda , presencialmente nos leilões chancelados que totalizaram somente no ano passado 39 eventos.”Temos uma responsabilidade muito grande por atuarmos com Angus, que é reconhecida por ser uma raça forte, Ela tem contribuído cada vez mais para elevar o padrão da carne brasileira consumida, isso em termos de qualidade, e, também o patamar de preços pagos , hoje, no mercado  nacional”,reforça o presidente da ABA. Para Joaquim Francisco Bordagorry e Assumpção de Mello , o Rio Grande do Sul tem condições de se igualar grandes países em remuneração recebida pelo valor pago da carne, ao se tratar de produção de raça pura e no cruzamento com raças européias e,fora do âmbito estadual ,através do uso sêmem  Angus.”È preciso boa divulgação;atuação do governo federal, via  Itamaraty; e evoluções sanitárias. Assim teremos preços aos patamares de países que lideram este mercado no mundo como Uruguai,Argentina,Australia, Nova Zelândia e Estados Unidos “,concluiu.

USO LONAS PLÁSTICAS

FALHAS NA  VEDAÇÃO PODEM COMPROMETER SERIAMENTE A EFICIENCIA NA CONSERVAÇÃO DE FORRAGENS DEVIDO AO INGRESSO DE AR NA MASSA.
A conservação da forragem na forma de silagem é caracterizada pela fermentação lática espontânea que ocorre em ambiente anaeróbio, sendo que os principais agentes fermentadores são bactérias láticas que metabolizam os açucares e produzem o àcido lático. Desse modo , a manutenção da anaerobiose e a queda do pH constituem os fatores responsáveis pela preservação da forragem armazenada, pois os micro-organismos capazes de deteriorar a silagem são inibidos pelo efeito sinergético dos ácidos produzidos durante a fermentação, pela pressão osmótica elevada e pela ausência de oxigênio.

Quanto aos fatores  ligados à acidificação da massa ,estes são obtidos quando ocorre predominantemente fermentação homolática e podem ser alcançados com facilidade, por exemplo, na cultura do milho, devido as suas características desejáveis relacionadas a  capacidade fermentação(alta concentração de carboidratos ,baixo poder tamponante e umidade reduzida)
Pelo fato do silo não ser ambiente hermético, durante o período de armazenamento o ar penetra no seu interior ,principalmente no topo e nas zonas laterais em contato com a parede ,sendo que este problema pode se agravar, sobretudo durante o fornecimento da silagem aos animais. A  presença de 02 desencadeia a proliferação de microorganismos indesejáveis presentes na massa (leveduras, fungos e bactérias aeróbias) que se desenvolvem a cargo de substancias energéticas presentes na forragem  , acarretando perda do valor nutritivo  e redução do consumo pelos animais.

No Brasil, devido a inobservância dos processos de oxidação de nutrientes pelo micro-organismos e a conseqüente deterioração da silagem , pouca importância tem se dado na pratica por se tratar na maioria das vezes de um problema que não apresenta  sintomas (assintomático). A impossibilidade de mensurar as perdas totais por manejo inadequado que ocorre nas propriedades rurais e as dificuldades de as determinarem quantitativa e qualitativamente, por meio de trabalhos experimentais resultam,estimulo a percepção e a divulgação de resultados,para a economia de produção.   Dificilmente os produtores acreditam em perdas elevadas pelo problema de oxidação de massa , pois só considera aquelas que são visíveis( com problema de fungos), o que subestima as reais perdas envolvida na ensilagem.

Geralmente , o armazenamento o armazenamento da silagem se dá em silos horizontais (trincheira,superfície),os quais são atrativos em razão do baixo custo de armazenamento,  porem suas confirmações determinam grande superfície de exposição, o que torna as silagens mais susceptíveis a deterioração aeróbia e conseqüentemente ás perdas,sobretudo nas zonas periféricas do silo ,devido a troca gasosa com o ambiente.

O  topo do silo quando atingido pelo fenômeno da deterioração aeróbia (devido as falhas na vedação,presença de furos e /ou  uso de baixas qualidade) possui grande contaminação  microbiana indesejável , o que pode ser danoso ao consumo e   á saúde dos animais , obrigando o pecuarista a um oneroso trabalho de descarte dessas partes.

Como o processo de deterioração aeróbia é essencialmente microbiano e o crescimento dos micro-organismos é  condicionado por condições físicas e químicas,um dos pré –requisitos essenciais é minimizar                                      a presença de oxigênio no silo após seu fechamento, o que inibiria,principalmente    a presença de fungos. Desse modo, o filme plástico assume papel importante no conjunto das estratégia  associadas a vedação da manutenção da anaerobiose (ausência de oxigênio).

Além da importância da qualidade do filme plástico, a proteção deste com outros materiais (terra,cascalho ou pneus)pode apresentar grande demanda de mão de obra, seja pra colocá-los ou também para retirá-los,principalmente quando o silo é extenso ou existem vários silos na mesma propriedade . Porem,este tipo   de cobertura   traz,benefícios diminuindo a incidência de raios solares e as trocas gasosas com o meio ambiente.Ainda, o emprego de materiais na parte superior do silo provoca adesão entre a lona e a massa ensilada, o que dificulta o caminho do oxigênio da massa.

Contrariando a expectativa geral, as falhas na vedação podem comprometer seriamente a eficiência na conservação de forragens devido ao ingresso de ar na massa, o que traduz em aumento da temperatura, das perdas pela presença de fungos e possível contaminação de produtos de origem animal (exemplo:leite)com micro-organismos indesejáveis.

Por esses motivos, a lona de cobertura passa a ter uma contribuição muito expressiva na etapa de vedação do silo,objetivando a redução da penetração de ar do ambiente externo para o interior da silagem.Em silos do tipo superfície,a presença da lona se torna mais relevante, quando comprado do silo do tipo trincheira, devido a ausência de paredes laterais para proteção da massa.

Como as praticas associadas a vedação são consideradas precárias no nosso país, Bernardes ET AL. (2008) desenvolveram uma pesquisa com o objetivo de estudar estratégias de vedação da massa de silagem avaliando diversas lonas comercializadas no mercado interno e no exterior.

Para a surpresas dos autores, as lonas que são comercializadas no Brasil (150 e 200 micras de cor preta e 200 micras dupla face) não apresentam a espessura que os fabricantes divulgam no rotulo da embalagem. Ao analisarmos o gráfico da pagina anterior , percebe-se claramente que a espessura verdadeira (que realmente a lona apresenta )é muito inferior da dita pelas industrias produtoras dos filmes.

A lona de cor preta”espessura”comercial de 150 micras,por exemplo,apresentou 81 micras a menos da divulgada pelo fabricante. Segundo Kuzin e Savoie (2001),as perdas nas áreas periféricas silo são influenciadas pela espessura da lona.Ainda segundo esses autores, quanto menor for a espessura, maiores são as perdas ao longo da estocagem , pois as flutuações da espessura, maiores são as perdas ao longo da estocagem ,pois as flutuações da temperatura (evidente entre o dia e a noite)determinam diferenças de pressão entre o gás no interior do silo e aquele da atmosfera, em que tais diferenças causam fluxo de gás do esterior para o interior e vice-versa quanto maior for a permeabilidade da lona.
Além deste problema, que envolve a espessura da lona, nós enfrentamos uma outra dificuldade que é a vida útil do plástico quanto este exposto ao ambiente.
Como a aditivação contra os raios ultravioleta de alto custo pela industria plástica, algumas lonas tem apresentado “rasgos” espontâneos quando expostas a radiação por um período infinito de tempo.

Recentemente , um novo polémero foi inserido na fabricação de lonas para silagem nos países europeus. Esse filme plástico de dupla face apresenta uma mistura de polietileno (polímero mais utilizado na confecção de lonas no Brasil)e poliamida o novo filme, apesar de possuir uma espessura inferior (125 um), apresenta menor permeabilidade ao oxigênio e é fisicamente mais resistente a impactos. Uma demonstração de maior resistência foi verificada um experimento que conduzimos com este tipo de lona: um bovino de 300 kg passou por cima do silo e não houve rompimento da mesma.

Por apresentar menor permeabilidade ao oxigênio, este tipo de filme pode auxiliar da deterioração aeróbia da silagem na camada superior do silo, principalmente pela menor entrada do oxigênio (através da lona), conseqüente redução de microorganismos deteriorados (fungos e leveduras), Esse fato é comprovado pelo menor aquecimento da massa de silagem (gráfico ao lado), o que indica menor atividade de micro-organismos deterioradores.Dessa forma, a inserção deste tipo de filme plástico do mercado brasileiro seria interessante do ponto de vista técnico. Os resultados de pesquisa gerados com este tipo de lona até o momento mostram reduções de perdas de MS e redução de micro-organismos de verificarmos a viabilidade econômica para sua inserção no mercado.

Luciana Bueno
Revista AG nº139

Melhorando a Qualidade Final da Ensilagem

Todo o período de clima seco desafia nossos produtores a montarem uma estratégia na propriedade de forma a garantir disponibilidade de alimento em quantidade e qualidade suficientes para a manutenção de sua produção, seja ela de leite ou de carne. Uma das alternativas mais utilizadas é através de ensilagens. Tecnologia bem antiga, largamente utilizada e com uso cada vez maior na nossa pecuária, a ensilagem garante boa forragem em épocas de baixa disponibilidade de pastos ou como parte de uma dieta elaborada, garantindo resultados de produção em qualquer momento do ano. Culturas como milho, sorgo e capim têm sido as mais utilizadas para a ensilagem, variando conforme o conhecimento local ou pela tradição da cultura em determinadas propriedades. Mais recentemente, a cana de açúcar vem se firmando como excelente opção de forrageira ensilável, tanto por sua produtividade quanto pela excelente adaptação às condições climáticas de grande parte do território brasileiro, além do desenvolvimento de inoculantes específicos, que viabilizaram sua ensilagem, anteriormente impossível.

Por ser a base da dieta que será fornecida aos animais durante a maior parte do ano, e em algumas situações durante todo o ciclo, deve-se dedicar especial atenção e importância a este processo. Quem já está habituado a fazer silagens domina muitos dos aspectos que refletirão em um bom produto final, mas muitas vezes até quem tem esta experiência merece avaliar em detalhes pontos que muitas vezes passam desapercebidos e podem resultar em um produto final sem todo o seu potencial nutritivo e não raramente com muitos riscos presentes.

Muito tem se falado da necessidade de identificar o melhor momento para o corte da cultura, da interferência do tamanho das partículas no processo de fermentação, das perdas por uma compactação deficiente além dos problemas relacionados a uma vedação mal feita. Sem dúvida deve-se ter muita atenção com todos os cuidados mencionados pois nenhuma silagem será de boa qualidade se eles não forem observados, mas alguns outros detalhes do processo de ensilagem cada vez chamam mais a atenção de produtores e pesquisadores.
Basicamente, a ensilagem visa preservar as condições nutricionais da cultura, através da fermentação ácida em meio anaeróbico (sem a presença de ar). Nesse sentido é imprescindível conseguir um ambiente sem ar e com pH baixo o mais rápido possível, para que as bactérias e fungos presentes normalmente na cultura e no ambiente sejam controlados e o material ensilado se mantenha conservado, pois os microrganismos patogênicos e deteriorantes não se desenvolvem na ausência de oxigênio e baixo pH.
O maior desafio do produtor é entender de fato o que ocorre dentro de um silo e de que forma a escolha de um incoculante bacteriano pode interferir proporcionando ganhos que justifiquem sua aplicação.
O pH mínimo recomendado para que haja uma boa conservação da forrageira é abaixo de 4,0, quando temos a garantia de que não ocorrerá a multiplicação das bactérias na silagem.

Toda planta contém uma quantidade própria de carboidratos que serão fermentados de forma natural pelas bactérias nela presentes, produzindo ácidos que fazem com que o pH da silagem diminua gradativamente. O milho, por exemplo, pela sua natureza, é uma cultura rica em açúcares, o que pode facilitar a fermentação de forma natural. Por outro lado é uma cultura que necessita de cuidados redobrados no momento da abertura do silo, pois há uma facilidade de ataque por leveduras e fungos. A diferença fundamental quando se utiliza um inoculante correto é a velocidade com que ocorre a redução do pH, fazendo com que o pH de segurança seja atingido rapidamente e evitando que as bactérias patogênicas consigam se multiplicar e produzam toxinas prejudiciais à saúde e produtividade animal. Além disso, na medida que conseguimos uma redução rápida do pH, mais nutrientes da planta serão conservados resultando em menores perdas de matéria seca, maior digestibilidade e palatabilidade, o que resulta em maior consumo e produtividade.

Uma vez alcançada a fermentação desejável no silo, o material estará conservado até o momento da abertura para o consumo. Assim que o silo é aberto e o material entra em contato com o ar o processo de ataque e crescimento de bactérias patogênicas e fungos se reinicia e aí sim temos de novo grandes problemas. O aquecimento que observamos na frente do silo deve-se ao reinício das fermentações que estão gerando novamente perda de material e o desenvolvimento de fungos e leveduras que deterioram a silagem e produzem toxinas, em especial as micotoxinas. Então, mais uma vez a composição do inoculante será fundamental para a garantia da qualidade da silagem, pois outra atribuição desejável em um bom inoculante é a de proteger a silagem contra o ataque de fungos após a abertura .

O esquema a seguir demonstra a evolução do ataque de fungos em uma silagem, demonstrando que em poucos dias após a abertura, o comprometimento do material pode ser incontrolável, tornando a mesma completamente inutilizada.




Além das perdas diretas do material ensilado descritas, as consequências pela ingestão de uma silagem inapropriada reflete-se diretamente no desempenho dos animais. Relato de casos de problemas reprodutivos correlacionados à presença de micotoxina nas silagens tornam-se cada dia mais frequentes, fruto de uma melhor observação e da grande sensibilidade dos animais de bom potencial produtivo. Pesquisas modernas mostram cada vez mais que a qualidade da silagem tem influência direta na qualidade do leite, no bom aproveitamento para industrialização (queijos, iogurtes, etc.) e na sanidade animal, diminuindo inclusive a incidência de mastite e contagem de CCS.

Segundo pesquisas, quando vacas são alimentadas com silagem contaminada com clostrídeos, o leite pode ocasionar sérios problemas para fabricação de queijos. Os esporos de clostrídeos são resistentes à temperatura de cozimento de alguns queijos e encontram condições ideais de desenvolvimento e fermentação. Com as condições favoráveis durante a maturação dos queijos, esses microorganismos proliferam, ocorrendo o inchamento dos queijos devido a produção de gases poucas semanas após a fabricação. A fermentação por Clostridium tyrobutyricum transforma o ácido lático em ácido butírico e H2, o que confere odor e gosto desagradáveis ao queijo, que perde valor comercial. O gado de corte também está susceptível à qualidade da silagem que compõe sua ração. No caso de confinamentos os problemas podem ser graves, com diminuição no consumo, menor ganho de peso , abscessos de fígado, resultando em prejuízos financeiros.

Ainda que o manejo correto durante todo o processo de ensilagem seja fundamental (momento de corte da planta, tamanho da partícula, tempo de carregamento do silo e boa compactação do material), a inoculação de cepas bacterianas lácticas com alto poder acidificante e conservante, tornou-se absolutamente indispensável para se conseguir uma fermentação completa protetora da qualidade nutricional sanitária do vegetal ensilado.
Lalsil Milho®, um produto Katec Lallemand, atua efetivamente nestas duas etapas do processo de ensilagem. Um dos componentes é o Lactobacillus plantarum 18/5U uma cepa selecionada com alta capacidade de produção de ácido láctico. O ácido lático é um ácido muito eficaz para a redução forte do pH e que possibilita uma ótima conservação da ensilagem de milho, milheto, sorgo e girassol. Já o segundo componente é o Propionibacterium acidipropionici MA26/4U, uma bactéria também registrada pela Lallemand que tem como principal atributo a grande produção de ácido propiônico. O ácido propiônico produzido naturalmente por esta bactéria tem uma eficácia muito alta no controle de fungos e leveduras, protegendo a silagem após sua abertura. Esta combinação de cepas proporcionam uma conservação superior das ensilagens, resultado da ação rápida do produto na redução do pH e a ação que se verificará mais tarde garantindo proteção contra o ataque de fungos e leveduras após a abertura do silo. Nesse sentido, é comum alguns criadores se confundirem com produtos que contenham muitas cepas, mas sem que cada uma delas possa ter um papel definido no processo necessário a uma boa fermentação.
O maior atributo de um produto é o de atender de fato ao que é a necessidade de conservação de uma determinada cultura. A Katec Lallemand, neste sentido, desenvolve produtos com cepas específicas para cada ação que se deseja dentro do silo, possuindo a mais completa linha de inoculantes para as características de cada forrageira.

Edson Carlos Poppi
Zootecnista
Dir. Científico


Ensilagem de cana – A hora é agora!

Tradicionalmente utilizada na forma fresca durante o inverno, cada vez mais pecuaristas descobrem as vantagens da utilização da cana na forma de ensilagem.

A cana de açúcar é largamente utilizada por criadores como volumoso, já que a cultura apresenta sua maturidade durante a seca, período mais crítico para alimentação do gado devido à escassez de pasto. A ensilagem tem sido nessa época do ano, a grande aliada dos produtores rurais, configurando-se numa prática cada vez mais incorporada à rotina dos pecuaristas, que querem ver o seu gado bem alimentado, tanto na época das águas, como principalmente na época da seca, visando manter a qualidade da produção de carne e de leite o ano todo. Os principais fatores para a ensilagem estão relacionados aos aspectos de baixo custo do volumoso, à melhoria do manejo do gado dentro da propriedade e por fim ao próprio manejo do canavial que passa a ter uma produtividade muito maior. A cana de açúcar destinada à ensilagem para alimentação bovina deve ser cortada quando estiver madura, em geral no período da seca, momento em que terá maior teor de açúcares (40 a 50% - base matéria seca). Apesar de termos que corrigir a diferença nutricional quando utilizamos silagem de cana, ainda fica muito mais barato do que quando comparamos com os custos em uma dieta com silagem de milho. Estudos já realizados demonstraram que o custo do litro de leite produzido em sistemas que utilizaram silagem de cana como volumoso mostrou ser o menor dentro os sistemas avaliados (cana fresca e silagem de milho).

Um ponto favorável na adoção de silagem de cana refere-se a um menor manejo necessário no arraçoamento dos animais no dia a dia, sendo muito mais fácil concentrar todo o trabalho em um período curto de ensilagem, do que ter que efetuar o corte diário

da cana no campo, principalmente em dias chuvosos, além de se precaver de riscos como quebra de máquinas, tombamento, fogo ou geada que podem acometer o canavial perdendo-se toda a cultura. Outro fator que merece grande importância na análise da decisão de ensilagem da cana está relacionado ao manejo do canavial. Quando o corte da cana é realizado de uma única vez, o manejo de aplicação de herbicidas, adubos e controle de pragas é extremamente facilitado, e isto acaba resultando em uma maior produtividade do canavial assim como sua longevidade. Com a ensilagem também é possível o armazenamento de sobras de cana que não foram totalmente utilizados durante o período da seca.

Até bem pouco tempo, o produtor brasileiro não possuía condições técnicas ou econômicas que permitissem a ensilagem de cana-de-açúcar, pois não havia um inoculante capaz de minimizar as produções de álcool e promover uma conservação aeróbica após a abertura do silo, o que desencadeava perdas muito grandes e diminuição da ingestão pelos animais, um resultado de produção de carne e leite abaixo do desejado. A possibilidade de se conseguir uma silagem de cana de boa qualidade iniciou-se com trabalhos desenvolvidos pela Lallemand Animal Nutrition em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/ USP), um dos mais renomados centros de pesquisa agronômica do Brasil e tornou-se realidade a partir da descoberta da ação de um microrganismo, o Lactobacillus buchneri NCIMB 40788, que tem uma eficácia surpreendente quando aplicado em silagens de cana, sendo o único microrganismo capaz de proporcionar uma boa conservação da forragem aliada ao consumo esperado pelos animais.

O produtor rural deve estar atento na hora de comprar um inoculante para silagem de cana, pois os produtos que contêm em sua formulação a bactéria Lactobacillus plantarum, são inapropriados para a cana-de-açúcar por promover excessiva produção de álcool e, consequentemente, maiores perdas de matéria seca (fig. 1). O Lactobacillus buchneri é uma bactéria heterolática, que controla a produção de álcool na silagem, produz ácido acético e ácido propiônico, que são dois ácidos com grande capacidade antifúngica e que são aproveitados nutricionalmente pelos ruminantes, resultando em uma silagem com melhor palatabilidade e digestibilidade, refletindo favoravelmente na produção animal.

Fig. 1: Níveis de produção alcoólica na silagem de cana (Pedroso, 2003).


O Lactobacillus buchneri diminui a produção de álcool na silagem, enquanto o Lactobacillus plantarum aumenta a produção, até mesmo em relação ao controle, piorando a qualidade da silagem.

Departamento Técnico
Katec Lallemand



Artigo - Silagem de Milho Prensada e Plastificada Fazenda Confusão


A silagem prensada da Fazenda Confusão é conservada com a mais avançada tecnologia de microorganismos conhecidos atualmente para silagens.

Durante a confecção do silo o milho recebe um conjunto de duas bactérias: o Lactobacillus plantarum e o Propionibacterim spp. A primeira, confere a silagem uma rápida acidificação protegendo toda a massa ensilada do desenvolvimento de bactéria indesejáveis no principio e durante o período de fermentação. A segunda bactéria produzirá o ácido propiônico conferindo excepcional proteção ao silo após sua abertura, aumentando a resistência na frente de consumo principalmente do ataque de fungos e leveduras, evitando assim, perdas da massa ensilada e o desenvolvimento de venenos fúngicos-as micotoxinas. Vale a pena citar que com a adição deste conjunto bacteriano o silo fica pronto para o uso em apenas 7 dias.

No momento que silagem é retirada para ser prensada, há uma nova proteção da massa ensilada, agora com a bactéria Lactobacillus Buchneri, um dos mais recentes e eficientes microorganismos para conservação de silagens de Milho. Além de sua ação direta na proteção das silagens, conservando e protegendo o maior tempo contra a retomada das fermentações indesejáveis, o L. Buchneri também apresenta efeito probiótico quando parte dos microorganismos que permanecem vivos no silo são consumidos pelos animais. Informações – Eng. Agrônomo Jorge Pereira Jawabri – Katec Lallemand



Resultado julgamento Brangus em Rio Verde, GO 21/07/2008

O julgamento da raça Brangus realizado na Exposição de Rio Verde, GO, na última sexta-feira (18/07) foi uma confirmação dos resultados obtidos até agora nas exposições em 2008. O título de macho Grande Campeão ficou para o animal Anamelia TE L545, da Brangus HP, de Martinópolis, SP. Já a fêmea Grande Campeã foi Rincon Mamamia 315 Del Sarandi, da Fazenda Santa Alice, de Mococa, SP.

Esta já é a terceira vez do ano que o macho recebe título de Grande Campeão em julgamentos em 2008. A primeira foi em Londrina, PR, a segunda em Dourados, MS e agora em Rio Verde, GO. A fêmea Grande Campeão também vem acumulando títulos. Em Londrina foi Reservada Grande Campeã e em Dourados Grande Campeã, além agora, em Rio Verde, como Grande Campeão novamente.

Ainda em Rio Verde, a Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO, recebeu os títulos de Reservado Grande Campeão, com o touro Mister Confusão FIV 1195 e de Reservada Grande Campeã, com a fêmea Miss Confusão FIV 1179. O julgamento contou com 44 animais (31 fêmeas e 13 machos) de seis expositores. O resultado completo do julgamento será divulgado ainda esta semana.

Veja as foto dos eventos aqui

ABB divulga pontuação do ranking em Londrina 03/06/2008

A Associação Brasileira de Brangus apresenta os resultados por pontuação do julgamento de argola da Expo Londrina, que aconteceu em abril deste ano. A partir de agora, todos os julgamentos chancelados pela ABB terão a pontuação divulgada.


 


Clique aqui e veja os resultados





Exposição de Londrina - PR 11/02/2008

O julgamento de animais da raça Brangus na 48ª ExpoLondrina 2008 aconteceu no dia 13/04. Participaram do evento 55 animais, sendo 39 fêmeas e 16 machos de dez criadores de todo o país. O juiz que avaliou os animais foi o argentino Raul Torrent.

Veja abaixo os resultados:

FÊMEAS:

Bezerra Menor:
Campeã – Miss Confusão FIV 1226, da Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO.
Reservada Campeã – Guapiara Espoleta BR10, da Agropecuária Guapiara, de Castro, PR.

Bezerra Maior:
Campeã – Miss Confusão FIV 1174, da Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO.
Reservada Campeã – Miss Confusão FIV 1176, da Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO.

Novilha Maior:
Campeã – Miss Confusão TE 1123, da Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO.
Reservada Campeã – Arcanjo 6272, da Fazenda Alto Alegra, de Iporã, PR.

MACHOS:

Bezerro Menor:
Campeão – Mister Confusão FIV 1228, da Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO.
Reservado Campeão – Arcanjo 7017, da Fazenda Alto Alegra, de Iporã, PR.

Bezerro Maior:

Campeão – Mister Confusão FIV 1195, da Fazenda Confusão, de Santo Antônio da Barra, GO.

 
© Copyright 2010 - Todos os Direitos Reservados
www.fazendaconfusao.com.br